segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

A lua


A Lua (dizem os Ingleses)
É feita de queijo verde.
Por mais que pense mil vezes
Sempre uma idéia se perde.
E era essa, era, era essa,
Que haveria de salvar
Minha alma da dor da pressa
De… não sei se é desejar.
Sim, todos os meus desejos
São de estar sentir pensando…
A Lua (dizem os Ingleses)
É azul de quando em quando.

Fernando Pessoa

A Lenda da Lua Azul



Segundo esta lenda egípcia, do dia 23 de outubro até o dia 31 de outubro, misteriosamente, a Lua modifica sua cor em matizes de azul. Quando o Sol entra no signo de escorpião, representado pelo Arcano Maior XIII: “A MORTE”. Acredita-se que são os nove dias que Isis procurou por Osíris pelo Egito.

Ísis era uma deusa egípcia. Era irmã e mulher de Osíris e era filha do deus da terra, Geb, e da deusa do céu, Nut. Era ainda mãe de Hórus e cunhada de Set. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.

Quando Osíris herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a civilização.

Até que Set, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se de uma cilada, pois Set estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Set apresentou um caixão de proporções excepcionais, assegurando que recompensaria generosamente quem nele coubesse. Imprudente, Osíris aceitou o desafio, permitindo que Set e seus servos pregassem a tampa e o tornassem escravo da morte.

Cometido o crime, Set, que cobiçava ocupar o trono de seu irmão, lança a urna ao Nilo, para que o rio a conduzisse até ao mar, onde se perderia. Este incidente aconteceu no décimo sétimo dia do mês Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.

Quando Ísis descobriu o ocorrido, afastou todo o desespero que a assombrava e resolveu procurar o seu marido, a fim de lhe restituir o sopro da vida. Assim, cortou uma madeixa do seu cabelo, estigma da sua desolação, e o escondeu sob as roupas peregrinando por todo o Egito, na busca do seu amado.

Por sua vez, a urna atingiu finalmente uma praia, perto da Babilônia, na costa do Líbano, enlaçando-se nas raízes de um jovem tamarindo, e com o seu crescimento a urna ascendeu pelo mesmo se prendendo no interior do seu tronco, fazendo a árvore alcançar o clímax da sua beleza, que atraiu a atenção do rei desse país, que ordenou ao seu séquito que o tamarindo fosse derrubado, com o propósito de ser utilizado como pilar na sua casa.

Enquanto isso, Ísis prosseguia na sua busca pelo cadáver de seu marido, e ao escutar as histórias sobre esta árvore, tomou de imediato a resolução de ir à Babilônia, na esperança de ultimar enfim e com sucesso a sua odisséia. Ao chegar ao seu destino, Ísis sentou-se perto de um poço, ostentando um disfarce humilde e brindou os transeuntes que por ela passavam com um rosto lindo e cheio de lágrimas.

Tal era a sua beleza e sua triste condição que logo se espalharam boatos que chegaram ao rei da Babilônia, que, intrigado, a chamou para conhecer o motivo de seu desespero. Quando Ísis estava diante do monarca solicitou que permitisse que ela entrelaçasse os seus cabelos. Uma vez que o regente ficou perplexo pela sua beleza, não se importou com isso, assim; Ísis incensou suas tranças que espalharam o perfume exalado por seu corpo.

A rainha da Babilônia ficou enfeitiçada pelo irresistível aroma que os cabelos de Ísis emanavam. Literalmente inebriada por tão doce perfume dos céus, a rainha ordenou então a Ísis que a acompanhasse.

Assim, a deusa conseguiu entrar na parte íntima do palácio do rei da Babilônia, e conquistou o privilégio de tornar-se a ama do filho recém-nascido do casal régio, a quem amamentava com seu dedo, pois era proibido a Ísis ceder um dos seios; o leite prejudicaria a criança.

Se apegando à criança, Ísis desejou conceder-lhe a imortalidade. Para isso, todas as noites a queimou no fogo divino, para que suas partes mortais ardessem no esquecimento. Certa noite, durante o ritual, Ísis tomou a forma de uma andorinha, a fim de cantar as suas lamentações.

Maravilhada, a rainha seguiu a melodia que escutava, entrando no quarto do filho, onde se deparou com um ritual aparentemente hediondo. De forma a tranqüilizá-la, Ísis revelou-lhe a sua verdadeira identidade e terminou o ritual, mesmo sabendo que dessa forma estaria a privar o pequeno príncipe da imortalidade que tanto desejava oferecer-lhe.

Observando que a rainha a contemplava, Ísis aventurou-se a confidenciar-lhe o incidente que a fez visitar a Babilônia, conquistando assim a confiança e benevolência da rainha, que prontamente lhe cedeu a urna que continha os restos mortais de seu marido. Dominada por uma imensa felicidade, Ísis apressou-se a retirá-la do interior do pilar.

Porém, o fez de forma tão brusca, que os escombros atingiram mortalmente o pequeno príncipe. Outra versão desta lenda, afirma que a rainha expulsou Ísis ao ver o ritual; no qual ela retirou a urna do pilar, sem o consentimento dos seus donos.

Com a urna, Ísis regressou ao Egito, onde a abriu, ocultando-a, nas margens do Delta. Numa noite, quando Ísis a deixou sem vigilância, Seth descobriu-a e apoderou-se, uma vez mais dela. Retirou do seu interior o corpo do irmão e o cortou em 14 pedaços, arremessando-os ao Nilo.

Ao tomar conhecimento do ocorrido, Ísis reuniu-se com a sua irmã Néftis, que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu marido, e, juntamente com o menino chacal Anúbis, recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, auxiliados pelo faro de Anúbis. Encontraram treze partes do deus, com exceção de seu pênis, que foi comido por um peixe.

O corpo de Osíris foi remontado e mumificado através da magia de Anúbis, no papel de sacerdote embalsamador. Em seguida, Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído do marido: “Eu sou a tua irmã bem amada. Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e, de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com o corpo purificado, inteiramente depiladas, com perucas perfumadas e boca purificada por natrão (carbonato de sódio), pronunciaram encantamentos numa câmara funerária, impregnada por incenso.

A deusa invocou então todos os templos e todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do Além. Uma vez que todos os seus esforços revelavam-se vãos, Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao defunto, oferecendo-lhe a ressurreição.

Ísis em seguida amou Osíris, mantendo-o vivo por magia, tempo suficiente para que este a engravidasse. Após isso, ela ajudou a embalsamá-lo, preparando Osíris para a viagem até seu novo reino na terra dos mortos, tendo assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.

Ísis encontrava-se agora grávida, concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte, a quem protegeria até que este fosse capaz de enfrentar seu tio, apoderando-se (como legítimo herdeiro) do trono que Set havia usurpado.

Ísis ocultou-se, secretamente, no Delta, onde se preparou para o nascimento do filho, o deus-falcão Hórus. Quando este nasceu, Ísis tomou a decisão de dedicar-se inteiramente à árdua incumbência de velar por ele. Todavia, a necessidade de ir procurar alimentos, acabou deixando o pequeno deus sem qualquer proteção. Numa dessas ocasiões, Set transformou-se numa serpente, visando espalhar o seu veneno pelo corpo de Hórus. Quando Ísis regressou, encontrou o filho já próximo da morte. Entretanto, sua vida não foi ceifada, devido a um poderoso feitiço executado pelo deus-sol, Rá.

Ela manteve Hórus em segredo até que ele pudesse buscar vingança em uma longa batalha que significou o fim de Set. Durante o combate com Set, Hórus perdeu o olho esquerdo. O olho sacrificado de Hórus foi oferecido à múmia de seu pai, osíris, fazendo a deidade retornar à vida.

A mágica de Ísis foi fundamental para ajudar a conseguir um julgamento favorável para Osíris. Com isso, Osíris passou a reinar para além do ciclo de vida e morte. Foi entronado como sendo o senhor e juiz dos mortos. E sua esposa, a deusa Ísis, tornou-se a grande senhora da magia, em todos os mundos.

"Ísis sob a forma de serpente se ergue na fronte do rei para destruir os inimigos da Luz, e sob a forma da estrela Sótis, anuncia e desencadeia as cheias do Nilo.”

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

ÁRVORES DAS DEIDADES PAGÃS, DAS NINFAS E DOS HERÓIS

Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades pagas, para as ninfas e para os heróis.

AMIEIRO: Bran.


AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter, Fillis e Zeus.


MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey, Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor.


DAMASQUEIRO: Vénus.


FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni.


ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus.


ABACATEIRO: Flora e Pomona.


BANANEIRA: Kanaloa.


FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus.


LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae.


FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules.


VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas.


ÁRVORE BO: Buda.


FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia.


CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.


CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda.


COQUEIRO: Ganimede e Tamaa.


CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth, Cupido, Dis, o Destino, as Fúrias, Hades, Hércules, Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd, Plutão, Saturno e Zoroastro.


CORNISO: Apoio, Consus e Marte.


SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-Moer, Vénus e todas as figuras de Deusas-Mãe.


OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus.


FICUS: Rômulo e Remo.


FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio, Flora, Jesus Cristo, Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona, Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana.


ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis, Diana e outras Deusas lunares.


AVELEIRA: Thor e Chandra.


AZEVINHO: Fauno.


MANGUEIRA: Pattini.


BORDO: Nanabozho.


AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.


MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra, Rea e Saturno.


MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine, Mirtelio e Vénus.


CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ce¬res, Dagda, Demeter, Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus, Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas, Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.


OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flo¬ra, Ganimede, Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os Deuses solares.


LARANJEIRA: Hera e Zeus.


PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes, Mercúrio e Sarasvati.


PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.


PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.


PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e Silvano.


PLÁTANO: Helena.


AMEIXEIRA: Flora e Pomona.


ROMÃZEIRA: Du'uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.


CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e Zeus.


MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.


SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.


ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.


SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.


TAMAREIRA: Apoio.


NOGUEIRA: Dionísio.


SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes, Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da Lua.


TEIXO: Hécate e Saturno.



Fonte: Gerina Dunwich

Ritual com Dragões



Os dragões são antigas criaturas míticas ainda reverenciadas no mundo moderno como formas de energia e que continuam vivas nos contos populares medievais do oriente. Houve uma época em que as pessoas acreditavam que os dragões tinham poderes mágicos e uma vitalidade e força sobrenaturais. Como símbolo da sorte, o dragão tem o sopro da vida e carrega os ventos da mudança em suas asas.
Sintonize a sua energia pessoal com essas entidades, em sua forma astral, incitando-os (despertando-os suavemente e fazendo-lhes um convite) a entrar no seu espaço sagrado por meio dos quatro elementos. Alguns praticantes preferem na invocar as vibrações dos dragões no lançamento do círculo porque as consideram fortes demais. No entanto, acho que, se os dragões forem invocados com delicadeza e respeito, eles acabam se acostumando ao praticante e contribuindo com a sua prática.

Fique de frente para o quadrante norte do círculo, com seu instrumento ritual preferido na mão, e faça a seguinte invocação:
“eu ativo o poder dos mistérios sagrados, Dragão do Norte majestoso!
Desperte e apareça com o coração da terra,
para zelar pelo meu rito e guardar o portal do tempo.
Em sua homenagem com perfeito amor e perfeita confiança. Abençoado seja!”

Visualize o dragão que você está invocando num fértil campo verdejante. Cumprimente-o com a cabeça e passe para o elemento seguinte.

De frente para o quadrante leste do círculo, empunhe o seu instrumento e diga:
“eu ativo o poder dos mistérios sagrados, Dragão do Leste majestoso!
Desperte a apareça com o sopro do Ar,
para zelar pelo meu rito e guardar o portal do tempo.
Em sua homenagem com perfeito amor e perfeita confiança. Abençoado seja!”

Visualize o dragão voando pelo ar fresco e revigorante. Cumprimente-o com a cabeça e passe para o elemento seguinte.

De frente para o quadrante Sul do círculo, empunhe o seu instrumento e diga:

“eu ativo o poder dos mistérios sagrados, Dragão do Sul majestoso!
Desperte a apareça com a centelha do Fogo,
para zelar pelo meu rito e guardar o portal do tempo.
Em sua homenagem com perfeito amor e perfeita confiança. Abençoado seja!”

Visualize o dragão cuspindo uma protetora labareda de fogo. Cumprimente-o com a cabeça e passe para o elemento seguinte.

De frente para o quadrante Oeste do círculo, empunhe o seu instrumento e diga:
“eu ativo o poder dos mistérios sagrados, Dragão do Oeste majestoso!
Desperte a apareça com o curso d’água,
para zelar pelo meu rito e guardar o portal do tempo.
Em sua homenagem com perfeito amor e perfeita confiança. Abençoado seja!”

Visualize o dragão banhando-se numa chuva fina. Cumprimente-o com a cabeça e passe para a etapa seguinte do lançamento do círculo e para a invocação das divindades.

Para dispensar essas criaturas (depois de concluídos os trabalhos), fique de frente para o quadrante Oeste do círculo. Agradeça ao quadrante da água pelo auxílio e despeça-se dele. Cumprimente-o com a cabeça e continue do sentido horário, detendo-se em cada quadrante e em seu respectivo elemento.

Fonte: Confissões de uma Bruxa Teen
Autor: Gwinevere Rain

Oxum



MÃE OXUM

Oxum é o Trono Natural irradiador do Amor Divino e da Concepção da Vida em todos os sentidos. Como "Mãe da Concepção" ela estimula a união matrimonial, e como Trono Mineral ela favorece a conquista da riqueza espiritual e a abundância material.

A Orixá Oxum é o Trono Regente do pólo magnético irradiante da linha do Amor e atua na vida dos seres estimulando em cada um os sentimentos de amor, fraternidade e união.

Seu elemento é o mineral. Em seus aspectos positivos, ela estimula os sentimentos de amor e acelera a união e a concepção.

Oxum assume os mistérios relacionados à concepção de vidas porque o seu elemento mineral atua nos seres estimulando a união e a concepção.

A energia mineral está presente em todos os seres e também está presente em todos os vegetais. E por isto Oxum também está presente na linha do Conhecimento, pois sua energia cria a "atração" entre as células vegetais carregadas de elementos minerais.
Já em nível mental, a atuação pelo conhecimento é uma irradiação carregada de essências minerais ou de sentimentos típicos de Oxum, a concepção em si mesma.

A água doce, por estar sobrecarregada de energia mineral, é um dos principais "alimentos" dos vegetais. Logo, Oxum está tão presente nas matas de Oxossi, que é um dos Orixás que pontificam a linha vertical (irradiação) do Conhecimento. A Senhora Oxum do Conhecimento é uma Oxum vegetal, pois atua nos seres como imantadora do desejo de aprender.

Saibam que a ciência dos Orixás é tão vasta quanto divina, e está na raiz de todo o saber, na origem de todas as criações divinas e na natureza de todos os seres. É na ciência dos Orixás que as lendas se fundamentam, e não o contrário.

FILHOS DE OXUM


O filho ou filha de Oxum, a Rainha da Água doce, dona dos rios e das cachoeiras, carrega todo o tipo de Iemanjá. A maternidade é sua grande força, tanto que quando uma mulher tem dificuldade para engravidar, é à Oxum que se pede ajuda (pelo Amalá).

A diferença maior é a vaidade. Filho de Oxum ama espelhos (a figura de Oxum carrega um espelho na mão), jóias caras, ouro, é impecável no trajar e não se exibe publicamente sem primeiro cuidar da vestimenta e a mulher do cabelo e da pintura.

Normalmente tem uma facilidade muito grande para o choro. É muito sensível a qualquer emoção. Talvez ninguém tenha sido tão feliz para definir a filha de Oxum como o pesquisador da religião africana, o francês Pierre Verger, que escreveu: "o arquétipo de Oxum é das mulheres graciosas e elegantes, com paixão pelas jóias, perfumes e vestimentas caras. Das mulheres que são símbolo do charme e da beleza. Voluptuosas e sensuais, porém mais reservadas que as de Iansã. Elas evitam chocar a opinião pública, á qual dão muita importância. Sob sua aparência graciosa e sedutora, escondem uma vontade muito forte e um grande desejo de ascensão social". Seu maior defeito é o ciúme.

Cor: Azul.

Ervas: Erva Cidreira; Gengibre; Camomila; Arnica; Trevo Azedo ou Grande; Chuva de Ouro; Manjericona; Erva Santa Maria; Gengibre; Calêndula.



UMA LENDA DE OXUM

Conta-nos uma lenda, que Oxum queria muito aprender os segredos e mistérios da arte da adivinhação, para tanto, foi procurar Exu, para aprender os princípios de tal dom. Exu, muito matreiro, falou à Oxum que lhe ensinaria os segredos da adivinhação, mas para tanto, ficaria Oxum sobre os domínios de Exu durante sete anos, passando, lavando e arrumando a casa do mesmo, em troca ele a ensinaria.

E, assim foi feito, durante sete anos Oxum foi aprendendo a arte da adivinhação que Exu lhe ensinará e conseqüentemente, cumprindo seu acordo de ajudar nos afazeres domésticos na casa de Exu. Findando os sete anos, Oxum e Exu, tinham se apegado bastante pela convivência em comum, e Oxum resolveu ficar em companhia desse Orixá.

TRECHOS EXTRAÍDOS DO LIVRO "O CÓDIGO DA UMBANDA" DE RUBENS SARACENI; E QUE SE ENCONTRA, TAMBÉM, NO SITE GUARDIÕES DA LUZ.



PRECE A OXUM
Oh Mãe Oxum! Senhora dos rios e cascatas. Orixá das águas claras que lavam os males do mundo.
Deusa do Amor! Que o canto de sua águas embale meus sentimentos alimentando meu coração com as vibrações de paz e perdão.
Senhora do ouro, clareia meus caminhos.
ORA Ê Ê OXUM!

ORAÇÃO À OXUM
Oxum eu te chamo!
Não te chamo por causa de morte.
Não te chamo por causa da doença de alguém.
Te chamo para que tenhamos dinheiro.
Te chamo para que tenhamos filhos.
Te chamo para que tenhamos saúde.
Para que tenhamos uma vida serena.
Para que não sejamos vitimados pela ira das águas.

ORAÇÃO A OXUM

Ora ie ieu Oxum,
Salve dourada senhora
Da pele de ouro!
Benditas são suas águas,
e essas mesmas águas lavam meu ser
e me livram do mal.
Oxum, Divina Rainha, bela Orixá,
venha a mim,
caminhando na Lua Cheia.
Traga, mãe, em suas mãos,
os lírios do amor e da paz.
Torna-me doce, sedutora,
suave, como és.
Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.
Faça que o amor seja
constante em minha vida
Que eu possa amar a
tudo o que existe.
Me proteja contra as
mandingas e feitiçarias.
Daí a mim o néctar de sua doçura
e que eu consiga o que desejo
Mãe do ouro, da beleza e do amor,
Senhora do mais puro Axé,
valei-me hoje e sempre.
Aie ieu Oxum!

ORAÇÃO PARA OXUM
Dourada é a tua de luz Assim como o ouro que te pertence.
Derrama a tua pureza cristalina, Orixá das águas doces.
Não permitas que neblina alguma Obscureça o meu desejo mais profundo, Que é conseguir amor mais verdadeiro, Seguro, eterno e duradouro.
Estás presente nas cachoeiras, Que são sagradas por si só.
Portanto, faze com que se apague Todo sentimento se eu sofrer.
Não verterei nenhuma lágrima por aqueles Que não me correspondem no amor.
Não sofrerei por ninguém Que, com mentiras, me faltar com o respeito, Porque não permitirás que Frieza, inveja ou ciúmes me traiam.
És doce, protetora, Suave e vaidosa, Feminina e sedutora. Ó mãe Oxum! Dá-me o teu axé, Dá-me a tua força, dá-me a alquimia Como o néctar mais sublime, Para eu saber como respeitar e venerar.
No mel está o teu segredo, Que eu saberei utilizar.

ORAÇÃO PARA OXUM
Que Oxum me dê serenidade para agir de forma consciente e equilibrada.
Tal como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar por um objetivo sem arrependimentos.
Ora Ye Yêo Oxum!!!!



ORAÇÃO A OXUM
Senhora das cachoeira.
Oh! Linda e maravilhosa Oxum!
Afastai de mim todo o mal que no momento me aflige.
Eu te venero e te guardo, oh! Mãe Divina!
Que eu seja abençoado com a tua bondade e justiça.
Que em nome de Olorum muitas vezes aclamas por todos aqueles que te amam.
Peço-te que, neste momento de dor, derrames sobre mim, Oxum, o teu olhar misericordioso.
Que as tuas águas acalmem a minha pobre alma e que neste momento eu receba a graça que tanto espero.
Que assim seja.

Oração de Lilith



ORAÇÃO DE LILITH

Que eu jamais seja controlada
nem pela luz nem pelas trevas
sou a manifestação da Deusa na terra
que não haja fogo ou fogueira capaz de me deter
que jamais haja forças no patriarcado para me controlar
pois sou um ser livre
sou uma mulher-serpente
sou filha do sol e da lua
por isso não posso ser controlada
posso ser conduzida pelo Poder da Mãe
mas jamais controlada
não existem forças no céu ou na terra
capaz de me deter
pois sou uma mulher indomada
sou o principio feminino
sou Lilith

Que assim seja.

Oração ao Arcanjo Miguel



Invoco a Divina presença de Arcanjo Miguel e de seus confederados
Para que seja enviado até nós hoje neste dia de trabalho,
Sua carruagem.
Peço para que junto dela venha uma divina equipe de seres de Luz.
Que venham Socorristas,
Que venham Mentores,
Que venham Auxiliares na Limpeza,
Que venham Guardiões,
Que estes seres de eminente Luz que por Amor se deslocam das alturas
Para vir ajudar e auxiliar seus irmãos hoje neste dia de trabalho,
Possam vir amparados com todos os suprimentos necessários,
Para auxiliarem, curarem, socorrem e retirarem daqui,
Todos os nossos irmãos de almas que aqui se encontram desencarnados,
Perdidos ou não,
Para que todos possam ser atendidos dentro das divinas Leis de Deus,
Peço amparo e compreensão aos nossos irmãos aqui presentes,
Para que sejam ouvidos e aconselhados, e aqueles que necessitarem,
Que recebam a cura, e que daqui sejam encaminhados por amor,
Para as dimensões superiores e as respectivas colônias em que forem abrigados por ressonância de vibração e fácil assimilação de energia.

Dirijo-me agora a todos os seres desencarnados aqui presente, peço que recebam o auxílio desses seres de luz aqui presentes, não tenham medo e nem receio, aqui eles estão por amor e vem em auxilio para ampará-los e curar suas dores.
Não tenham medo de serem removidos, pois a dimensão superior e as suas esferas são de divina vibração, amor e Luz, aonde são esperados em amor pleno.
A partir de agora, na Ordem em que me foi permitido, declaro aberta a casa de Cura, nesta Hora, neste Tempo!

ENCERRAMENTO DOS TRABALHOS

Dou por concluído o trabalho de hoje, na santa luz do Senhor meu Deus.
Tudo ocorreu na maior ordem e na intensa manifestação da Luz.
Agradecendo a presença de todos os seres de luz aqui presentes.
Agradecendo a presença de todas as egrégoras aqui presentes.
Agradecendo a Divina presença dos Arcanjos neste recinto.
Agradecendo a Divina presença de todas as ordens e comandos de luz que aqui estão ou por aqui passaram na divina ordenação do Senhor meu Deus Pai/Mãe.

Agradecendo a presença dos trabalhadores de Arcanjo Miguel, e por todo o amparo e trabalho de cura por eles realizado hoje neste recinto.

Me despeço agora de todos os seres que aqui estão ou estiveram em perfeito amor e perfeita harmonia, pois assim está feito este trabalho interno em mim.

Peço para os irmãos desencarnados que aqui estiveram na cura e na compreensão para que agora acompanhem os servidores de Miguel e vão em paz profunda em companhia desses seres na formosa Carruagem de Miguel

Assim está concluído este maravilhoso reencontro.

Que assim seja!
Pois assim é!
Abençoe-nos!
Salutares Mestres!

Palo Santo

Relacionado ao elemento ar, o incenso tem a incumbência de levar a prece para o céu, representando a percepção da consciência que (no ar) está presente em toda parte.

Palo Santo



Palo santo significa "madeira sagrada"; é o nome espanhol da bursera graveolens. É uma madeira aromática natural muito rara, utilizada ancestralmente pelo xamanismo inca e pelos povos andinos como um poderoso meio de proteção, purificação e limpeza espiritual. Tem sido encontrado vestígio de Palo Santo em vários centros cerimoniais pré-incaicos. O Palo Santo, como forte traço cultural das tradições espirituais andinas, continua presente nos muitos rituais xamánicos, como nas cerimônias de Ayahuasca (Santo Daime, Mariri, Vegetal) e do cactus San Predro (Wachuma) e sessões de cura e limpeza.

Esta árvore vive na região sul americana de Gran Chaco (no norte da Argentina), Paraguai, Bolívia e no Mato Grosso brasileiro.

Tem um cheiro surpreendentemente forte e doce quando queimado, por isso o palo santo é usado como incenso.

O mais interessante é o processo pelo qual a árvore deve passar para se transformar em Palo Santo. É necessário que a árvore morra naturalmente no seu meio ambiente quando completar entre 80 e 90 anos. Depois de tombar, também naturalmente, deve ficar repousando no local de 4 a 10 anos para a madeira adquirir a resina e se transformar em Palo Santo. Considerada mágica, esta madeira sagrada, como uma Fênix, deve esperar a morte para passar pelo processo de renascimento, através da ação do tempo, das variantes do meio ambiente e sem a intervenção humana.



O Palo Santo tem um maravilhoso aroma que acalma e relaxa. É totalmente natural, sem produtos químicos nem inflamáveis. Dentre dos muitos usos, destaca-se: poderoso instrumento para alinhar o vórtice energético dos chacras, harmonizador, purificador e protetor de pessoas e ambientes, defumador, ideal para aplicação de moxa, além de ser um excelente repelente de insetos de comprovada eficácia.
Esta madeira tem um aroma muito forte e reconfortante, não comparável a qualquer outro. Queimando um pequeno pedaço de madeira, obtens um ambiente pacífico e aconchegante e põe-te num estado de espírito relaxado.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Pacha Mama



PACHAMAMA

Pacha Mama, do quíchua Pacha ("universo, mundo, tempo, lugar") e de Mama ("mãe"): "Mãe terra" , é a deidade máxima dos Andes Peruanos, bolivianos, do noroeste argentino e do extremo norte do Chile.

Pacha Mama é uma Deusa, que produz, que engendra. Sua morada está no Carro Branco (Nevado de Cachi), e se conta que no cume há um lago que rodeia uma ilha. Esta ilha é habitada por um touro de chifres dourados que ao mugir emite pela boca nuvens de tormenta.
O mito de Pacha Mama referia-se primitivamente ao tempo, talvez vinculada de alguma forma com a terra: o tempo que cura as dores, o tempo que distribui as estações, fecunda a terra. Pacha significa tempo em linguagem kolla, porém com o transcurso dos anos, as alterações da língua, e o predomínio de outras raças, terminou confundindo-se com a terra.
Dia primeiro de agosto é o dia de Pacha Mama. Nesse dia se enterra em um lugar próximo da casa uma panela de barro com comida cozida. Também se põe coca, yicta, álcool, vinho, cigarros e chicha para alimentar Pacha Mama. Nesse mesmo dia deve-se pôr cordões de fio branco e preto, confeccionados com lã de lhama enrolando-se à esquerda. Estes cordões se atam nos tornozelos, nos pulsos e no pescoço, para evitar o castigo de Pacha Mama.

Eu canto uma canção de amor
A partir das pedras do meu corpo
Dos picos mais altos das minhas montanhas
Das areias quentes dos meus desertos
Eu a acaricio com folhas verdes
Plantas verdes
Eu a banho em vegetais
Alimento-a em seus seios
A Terra
Eu a acalmo com águas cintilantes
Refresco-a com meus oceanos
Minha canção de amor para você
É o meu corpo
A Terra
Para alimentá-la
Vesti-la
Acolhê-la
Aprenda a minha canção
E ela vai curar você
Cante a minha canção e ela a fará inteira
Dance comigo e você será sagrada.


Nosso planeta possui vários centros magnéticos, todos localizados nas Cordilheiras do Himalaia e dos Andes. A primeira representa a radiação magnética masculina e a outra a feminina. O complemento da energia masculina do Himalaia é a energia mãe dos Andes. Esta energia tocou tão fundo os habitantes dos Andes, que eles reconhecem a Terra como Pachamama, a Mãe de toda a Vida.
O mágico Vale Sagrado dos Incas, localiza-se no Hemisfério Ocidental da América do Sul, mais precisamente no Peru, entre a selva e a serra. Sua posição geográfica, fez com que o homem desta região, desenvolvesse um conhecimento dirigido na busca de sua integração com a Natureza. Por isso, os Incas, tem um modo diferente e particular de ver e entender o Mundo como um Ser Vivo, sempre interligado ao homem.

O CORPO DA TERRA

Para os Incas, a Terra também possui um corpo com centros de energia importantíssimos, que equivalem ao coração, ao fígado, aos pulmões e aos intestinos do Planeta.
Durante o Ciclo Anterior, a Terra esteve regida energéticamente pelo Himalaia, esta cadeia montanhosa masculina. Este centro energético regia a espiritualidade natural do Planeta. Agora nosso Mundo passa por um processo de reversão, porque tudo é cíclico. O Himalaia adormece e a energia dos Andes desperta, o que favorecerá muito a criatividade e a intuição.
Para ficar mais claro o conceito destas energias (masculina/feminina), exemplificamos dizendo que no ato de cultivar a terra, a energia masculina é aquela força que abre o sulco. A energia feminina é a que permite a transformação da semente. A energia masculina, portanto, é aquela que de posse do conhecimento, o faz ação. A energia feminina é a que produz a transformação.
O Masculino é a força do intelecto, que predominou no Ciclo Planetário Anterior. Aqui se explica o porque do patriarcado e da mulher ter sido relegada a certos planos de atividade na vida.
Com a espiritualidade regida pela energia feminina dos Andes, cada um de nós será seu próprio Sacerdote para comunicar-se com o Grande-Espírito. Não é por acaso que cada vez mais necessitamos encontrar um sentido para nossa vida, pois estamos em busca de uma conexão verdadeira com a fonte de energia universal. Podemos chamá-la de Grande-Espírito, Inti Jinti, Energia Criadora, o nome que acharmos melhor. Só ao nos conectarmos é que compreenderemos que nossa passagem aqui não é casual. Cada um de nós tem uma função e um papel a desempenhar. Não somos meros viajantes descompromissados, viemos à Escola da Terra para aprendermos e evoluirmos.

PACHAMAMA, A DEUSA DE TODA A VIDA

A necessidade que temos de nos conectarmos com a Fonte Criadora através do nosso próprio sentir e observar, se chama espiritualidade natural. Em cada nascer do Sol, em cada nova vida ou no desabrochar de uma flor, compreendemos que existe um grande mistério. São nestes pequenos milagres cotidianos que vislumbramos o sorriso da Pachamama, a nossa Mãe-Terra.
O saber inigualável do Povo Inca, sempre se revestiu de um caráter sagrado, que é muito bem expressado nos Rituais de homenagem a Pachamama, mas também se reflete em suas atitudes de respeito não só com a natureza como com todos os homens.
Na Terra dos Incas a Pachamama se identifica também como a "Deusa do Dragão", que habita as profundezas da montanha e que ocasionalmente provoca terremotos.

A Pachamama agrega um deus feminino, que produz e agrega. Ela é adorada em suas várias formas: os campos arados, as montanhas como seios e os rios caudalosos como seu leite. Refere-se também, ao tempo que cura as dores, que distribui as estações e que fecunda a Terra. Esta Mãe Terra teve seu culto idolatrado por todo o Império, pois era a encarregada de propiciar a fertilidade nos campos. Para garantir uma boa colheita, espalha-se farinha de trigo na plantação e celebram-se rituais em sua homenagem.
A Pachamama é considerada a Mãe dos homens, é ela que amadurece os frutos e multiplica o ganho. Tem o poder que lhe permite acabar com as geadas, pragas, assim como outorga sorte as casas. Também é conveniente solicitar sua permissão e proteção para viajar por territórios montanhosos. A sua influência benéfica impede que o "mal das alturas" afetem os viajantes.
Dizem que Pachamama é ciumenta e vingativa, mas nunca deixa de favorecer aqueles que ganham a sua simpatia. Ela interfere em todos os atos da vida e os demais deuses indígenas lhe devem obediência. Quando as pessoas deixam de respeitá-la, esta Deusa-dragão manda terremotos para lembrar os homens de sua presença.
A Pachamama é descrita como sendo uma índia de estatura baixa, com pés grandes, com um sombrero na cabeça e que aparece sempre acompanhada por um cachorro preto muito feroz. As víboras se tornam dóceis com sua presença e por vezes ela as faz de laço.

A Pachamama é considerada ainda, a criadora do Sol, da Lua e das Quatro Pachamitas, as estações, e como Deusa celeste habita a Constelação do Cruzeiro do Sul. Um mito sagrado conta que no princípio dos tempos Ela desceu das estrelas à terra para criar a vida.
Pachamama também é uma Deusa Tríplice que habita: o Céu "Janaj Pacha", a Terra "Kay Pacha" e as Profundidades "Ukhu Pacha". A oferenda de 1 de Agosto celebra essa tripla dimensão com o simbolismo das pedras, do céu e das estrelas.
A comida e a bebida: são os frutos de seu corpo terrestre.
O poço: seu útero e sua presença nas profundezas da terra.
Entre muitas crenças relacionadas com a PACHAMAMA, há uma advertência, que avisa que durante todo o mês de agosto, deve-se fazer uma cruz antes de sentar-se no solo e não tomar muito sol, pois a terra está aberta e faminta e pode nos levar.
Para a cosmogonia indígena andina, a chuva é masculina e Pachamama é sedenta, e é por isso que as sementes emprenham quando chove.

RITUAL CHA'LLA

É costume que toda a terça-feira de carnaval se faça a ch’alla da casa, dos instrumentos de trabalho, do carro, outros lugares e objetos considerados importantes para os bolivianos. Em outros momentos da vida familiar e outros em âmbito público, como é o caso da festas religiosas, também são realizados o ritual da cha’lla. Porém, nesse último espaço tal ritual se dá de forma velada com o simples gesto de verter um gole de bebida ao chão (Pachamama), ou ainda orvalhando a imagem do santo(a), com algumas gotas de bebida.
Pachamama espera você de braços abertos. Este é o momento de curar e lembrar-se da sua santidade. Você está ligado à Mãe Terra como um ser vivo ou ainda acha que ela está inerte aos seus pés? Está por acaso com um problema que lhe traz muito sofrimento? Ou você é daqueles que come o pão e bebe a água sem agradecer à Terra? Ou está em busca de respostas para suas perguntas? Encontrar-se com Pachamama é algo que pode ocorrer em qualquer lugar, é só querer. Essa aproximação pode se dar num parque, no jardim de sua casa, numa mata ou até mesmo no deserto.
Pachamama nos fala que a cura só se processará no momento em que você abrir seu coração para ela.

A CORPACHADA

Este é um dos ritos consagrados à Pachamama. Esta Deusa de origem Inca, junto a Inti (Rei Sol) e a Mama Quilla (Lua) formam a trindade astrológica venerada pelos calchaquies.
A Pachamama é a energia germinadora da natureza. Como os mortais, entretanto, ela sente fome e sede. O seu culto consiste na "corpacharla", isto é, dar-lhe de comer. Para tanto, cava-se profundas covas, onde se enterram todo o tipo de comida e bebida. Este ritual é acompanhado de rezas e invocações à Deusa. A Pachamama é muito generosa para com as pessoas que lhe fazem este tipo de agrado.
A Ela se oferece a placenta do recém-nascido, enterrando-a entre as flores, para que abençoe à criança. Para viver um grande amor, os apaixonados também enterram mechas de seus cabelos.
A Pachamama acolhe em seus braços todos os seus filhos e abraça-os com carinho para dar-lhes refúgio no final de suas jornadas.

ABRINDO-SE PARA PACHAMAMA

Se você conseguir um lugar ao ar livre, tanto melhor, mas procure um lugar onde se sinta segura e longe de olhares de muitos curiosos. Se não achar tal lugar, pode ser dentro de sua casa mesmo.
Sente-se ou ponha-se de pé sobre a Terra (Pachamama), com a coluna ereta. Respire fundo e sinta o cheiro da Pachamama. Tente alcançar o perfume da flor mais próxima de você.
Você já deve ter sentido o cheiro do aroma do oceano, assim como o perfume da terra molhada, não é gostoso? Pois sentir o aroma das flores e suas folhas é bem mais fácil!
Agora você deverá inspirar profundamente e enquanto solta o ar, abra os braços e entregue-se para Pachamama. Deixe-a envolver com seus perfumes e suas sensações. Sinta seu amor e proteção envolvê-la. Pachamama é a Mãe de todos que se aproximam e habitam nela. Deixe que seus meios de cura a confortem, deixe ela tecer as falhas apresentadas pelo seu ser. Você poderá vê-la sentada ao seu lado em sua frente ou segurando seus braços. Tente ser o mais receptiva possível, de modo que ela perceba que deseja imensamente abraçá-la. Peça-lhe um pouco de colo, carinho e amor.
Oferte a ela com prazer tudo que ela lhe pedir (poderá lhe pedir algo para beber, comer ou fumar), com gratidão. Respire então profundamente e solte o ar bem devagar. Em seguida abra os olhos bem devagar.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ordem dos Cavaleiros da Rosa



A Ordem dos Cavaleiros da Rosa foi criada por instruções do Alto e se dedica ao crescimento espiritual e à defesa dos que necessitam. Seguindo o código de conduta de honra e lealdade dos antigos cavaleiros, a Ordem resgata antigos valores e conhecimentos, sempre em contato com os Mestres, Elohins e Mentores de todas as egrégoras da Construção, ajudando a preparar o planeta para este novo momento que se aproxima.
A Ordem trabalha com a Grande Fraternidade Branca, a quem de fato pertence, e acessa egrégoras como a do Rei Salomão, Cavaleiros Templários e Reino dos Dragões. O trabalho desenvolvido inclui aulas, instruções, irradiações, rituais e tratamentos, que podem ser feitos diretamente com os envolvidos ou à distância.
Os Cavaleiros da Rosa ainda não possuem uma sede própria, mas as colaborações mensais dos membros e as doações recebidas visam ter em breve um local onde os membros possam ter acesso aos cursos, palestras, rituais e atendimentos com mais freqüência.

Quer saber mais? Acesse: http://ordemdoscavaleirosdarosa.blogspot.com/

Eddie Van Feu em Porto Alegre 2009



E vamos deixar Porto Alegre cada vez mais feliz! Essa bela cidade do Rio Grande do Sul possui um grande poder mágico e é uma honra ser tão bem recebida pelos gaúchos (e seu sotaque bonitinho!!!). Neste ano, teremos uma programação rica e diversificada durante dez dias para que possamos finalmente aproveitar bem a magia, os rituais e o aprendizado. Teremos Iniciação em Wicca, Iniciação dos Cavaleiros da Rosa, rituais, cursos inéditos e, pela primeira vez, atendimentos e consultas com tratamento!

Confira a programação completa e detalhada e faça sua reserva. Para solicitar os preços e confirmar a presença, envie um e-mail para: wicca@alcateia.com ou ligue para:
(21)3872-4971
(21)8433-4050

ATENÇÃO:

CURSOS, WORKSHOPS E ATENDIMENTOS PRECISAM DE RESERVA.
OS EVENTOS GRATUITOS NÃO PRECISAM DE RESERVA.
INICIAÇÃO: O QUE É PRECISO? Detalhes na programação.


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Dia 24/10 – sábado:
WORKSHOP DE TAROT
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Horário: De 11:00 às 17:00
Temas: Estudo dos arquétipos dos arcanos maiores, leitura da sorte e magias com as cartas do tarot. Método inédito de tiragem e de consagração do tarot que permite que qualquer pessoa possa ler a sorte e desvendar passado, presente e futuro (seu e dos outros).
13:00: Almoço (cada um por si, Deus por todos e salve-se quem puder).
16:00: Ritual para Vidência
16:30: Intervalo para autógrafos e coffee break.
17:00: Fim do evento.

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Dia 25/10 – domingo:
WORKSHOP DE QUIROMANCIA – A ARTE DE LER AS MÃOS
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Horário: De 11:00 às 17:00
Temas: estudo das linhas e montes das mãos, aprendendo a decifrar potenciais, dificuldades, obstáculos, amores, filhos, uniões importantes, oportunidades, estados emocionais e como corrigi-los.
13:00: Almoço (cada um por si, Deus por todos e salve-se quem puder).
16:00: Ritual.
16:30: Intervalo para autógrafos – coffee break.
17:00: Fim do evento de domingo.

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De 27 a 30/10:
DIA ESPECIAL:
CONSULTAS, ATENDIMENTO E TRATAMENTO DE CHOQUE

Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Somente com hora marcada.
Para que o tratamento seja completo, as vagas serão limitadas. Assim, cada pessoa terá também sua privacidade. Os atendimentos são individuais.
O Dia Especial inclui:
•Oráculos: leitura de mãos (quiromancia), Tarot dos Dragões, Tarot Atlante, Tarot de Scapini, pêndulo.
•Limpeza
•Reiki
•Harmonização dos Chakras com Cristais
•Cromoterapia
•Elixires específicos para cada caso (para a mudança de dentro pra fora)
•Tratamento para saúde
•Lanche encantado para aterramento

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Dia 28/10 – Quarta:
Coca-Cola com Biscoito na Sírius
Onde: Loja Sírius – Rua da República, 304.
Horário: 18:00
Vamos nos encontrar para bater papo, tirar dúvidas, fotos, dar abraços e distribuir autógrafos! Aproveite para completar sua coleção de livros e adquirir pós, poções e perfumes encantados do Portal das Luzes.
ENTRADA FRANCA

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Dia 30/10 – Sexta
Palestra Vida de Bruxa Ontem e Hoje, com sessão de autógrafos ao final.
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Horário: 16:00
ENTRADA FRANCA

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Dia 31/10 – Sábado:
Curso Completo de Magia Wicca
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Horário: De 11:00 às 17:00
Temas: Instrumentos Mágicos, Rituais, abertura de portais, sabats e esbats, consagração e encantamento de objetos.

17:00: INICIAÇÃO DE WICCA COM BANQUETE RITUAL
O que é preciso para ser iniciado?
1.Fazer ao menos uma aula.
2.Levar seu traje ritualístico. O traje ritualístico deve ser novo ou lavado e depois disso só será usado para fins ritualísticos. O estilo fica ao critério do iniciando, mas as cores devem ser claras. Não use preto. Mantos são bem-vindos, mas não são necessários. O traje ritualístico pode ser simples, mas o importante mesmo é que seja confortável, pois você vai passar muito tempo dentro dele a partir de agora.
3.Contribuição para a ajuda de custo (R$30,00).
4.Pode levar instrumentos para serem consagrados no dia.
5.Qualquer dúvida, estou à disposição: eddie@eddievanfeu.com

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Dia 01/11 – Domingo:
Workshop Proteção e Defesa
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Horário: De 11:00 às 16:00
Temas: Como detectar energias invasoras, identificar vampiros, examinar a energia de locais e objetos, executar rituais de limpeza, proteção e banimento, técnicas mágicas eficientes de defesa pessoal e de locais (fechamento e selamento)
13:00: Almoço

16:30: INICIAÇÃO DOS CAVALEIROS DA ROSA.

AUTÓGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO

Horário:18:30hs
Onde: Feira do Livro de Porto Alegre, no setor de autógrafos. Livros à venda no local, com distribuição de um brinde especial para quem comprar qualquer livro no dia.
ENTRADA FRANCA

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Dia 02/11 – Segunda:
WORKSHOP MAGIA DOS DRAGÕES
Horário: De 11:00 às 13:00
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Temas: Conhecendo o Reino dos Dragões; como fazer contato com os Dragões; invocando dragões como parceiros na magia; invocando dragões lares (domésticos); invocando dragões guardiões; Instrumentos mágicos e rituais com a Magia dos Dragões.

WORKSHOP ALQUIMIA MODERNA – PÓS E POÇÕES MÁGICOS

Horário: De 14:00 às 17:00
Onde: Casa do Sol – Rua Dr. Flores, 240, sala 12, 1° andar – Porto Alegre, RS
Temas: Como preparar de forma simples e eficiente pós e poções para prosperidade, saúde, proteção, boa sorte, limpeza, amor e realização de desejos.

Confira a programação completa e detalhada e faça sua reserva. Para solicitar os preços e confirmar a presença, envie um e-mail para: wicca@alcateia.com ou ligue para:
(21)3872-4971
(21)8433-4050

domingo, 11 de outubro de 2009

As nove faces da Lua



Os Nove Rostos da Deusa

Lua Nova:
Nesta fase Ela representa o início da vida, da concepção, o início da jornada…
A Deusa mostra a sua face de Criança. Despertou para a vida, cheia de vontade de aprender, experiênciar e absorve toda a aprendizagem do meio que a envolve. É aqui que Ela constrói os seus alicerces com toda a pureza e inocência de uma criança. Ela é energética e cheia de sonhos, muito próxima dos elementais, e com sede de conhecimento. Ela vai crescendo, descobrindo, aprendendo e se afirmando.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos revigorados, cheios de energia, com vontade de aprender e mais ligados com os elementais.

Lua Crescente:
Nesta fase Ela representa a vitalidade, o impulso para a acção e liderança….
A Deusa mostra a sua face Guerreira. Ela é a jovem adolescente, Começa a descobrir as mudanças no seu corpo e os valores dos mistérios femininos, pois encontra-se no limiar da feminilidade. Já detém os alicerces bem definidos, confiante nos valores que adquiriu e de seus ideais, ela está ciente que é detentora de um papel fundamental no mundo pelo qual Ela acredita poder lutar para o melhorar. Ela tem consciência das suas armas e de sua força. Ela é a que corre livremente pelos bosques selvagens para seu próprio prazer a defender os seus residentes e a limpar o desrespeito da humanidade para com a natureza sempre acompanhada de outras raparigas mas desinteressada de romances.Corajosa tem em ela um sentimento de invencibilidade protegida pelo escudo forjado na sua Confiança.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos lutadores e confiantes, mais ligados a natureza e aos passeios ao ar livre. Sentimo-nos abertos prontos para a ação.

Quarto Crescente:
Nesta fase Ela representa a sensualidade, a beleza, o amor, a paz, a paixão. Ela é a força da atracção e da ligação…
A Deusa mostra a sua face de Amante. Depois de ter descoberto e percebido os mistérios feminino e de seu corpo ter ganho as suas formas de jovem mulher, Ela desperta para a sua beleza, para as sensações e emoções e torna-se na sensual apaixonada. Libertou-se de qualquer pudor, lavada de quaisquer pecados, descobre os prazeres da mais antiga dança do mundo e assume a sua sexualidade e a sua sensualidade. Sente-se em harmonia com ela própria e para com os outros que a rodeiam. Esta fase não é apenas de amor carnal, é também o amor para com a humanidade, para com as Divindades, o amor no seu estado mais sublime de pureza, o amor espiritual.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentir-nos apaixonados, mais sensuais, mais atento ás sensações que nos envolvem. Sentimo-nos em harmonia para com os outros.

Lua Gibosa:
A lua Gibosa situa-se entre o Quarto Crescente e a lua cheia. A sua forma Côncava assemelha-se a imagem de um ovo.
Nesta fase Ela representa os mistérios ocultos, a busca da jornada Espiritual, a iniciada nos mistérios da Lua…
A Deusa mostra a sua face de Sacerdotisa, no meio da sua viajem espiritual. Tornou-se numa mulher com conhecimentos mais firmados. Totalmente imersa no domínio subjectivo da percepção psíquica, descobriu que tudo o que É tem mais que uma face sagrada escondida. Ela é uma iniciada nos mistérios da Lua e nos mistérios femininos pelos quais se apaixonou. Entrega-se a busca de seu Eu profundo e aos dons da vida. Ela é a fonte da verdadeira sabedoria feminina, um canal de comunicação entre os mundos.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais consciente dos mistérios da vida, mais despertos ao chamado da deusa, mais atentos a nossa jornada e aos mundos não perceptíveis pelos olhos de quem não quer ver.

Lua Cheia:
A Lua cheia é apenas Luz brilhante e resplandecente, é quando a Lua se encontra perfeitamente definida no céu.
Nesta fase Ela representa a fertilidade, a maternidade, a vida, a criação, a esperança…
A Deusa mostra a sua face de Mãe. Luminosa e optimista, espalha a esperança pelo mundo inteiro, em cada palpitar de coração. Ela é a criadora, a bondosa dadora da vida, bela e resplandecente irradia alegria e serenidade. Experienciou a maior dádiva de ser Mulher o poder de dar a vida. Transportou no seu ventre o fruto do amor e torna-se na mãe presente, aquela que cuida, que guarda, protege e alimenta a sua mais bela criação com seu interminável amor incondicional. Ela aprende a pensar primeiro em outrem, no seu filho e só depois pensa em ela, aprende a necessidade da partilha consciencializa-se no quanto ela é necessária para a sobrevivência de seu fruto. Ela representa em seu todo o papel da Mulher-Mãe, da Terra-Mãe que dá seus frutos. Ela é a poderosa que tanto pode dar a vida como termina-la se ela assim entender. O Seu corpo apenas pertence a ela e apenas ela detém o seu controlo.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais optimistas, cheios de luz de esperança e amor incondicional, mas também defensores temíveis pelas causas e pessoas amadas.

Lua Minguante:
A lua minguante é quando a escuridão começa a ganhar terreno sobre a luz.
Nesta fase Ela representa as provações da vida, as lições diárias, a dura aprendizagem que a vida nos dá…
A Deusa mostra a sua face de Iniciadora. Com a sua própria vivência aprendeu que em todas as áreas da vida há lições a tirar. Sabe que é preciso que seus filhos caíam para assim tirarem as suas próprias lições. Ela sabe que em todos os nossos actos diários quer sejam alegrias, bênçãos, aflições ou perdas, tem sua razão de acontecer. Nada acontece apenas por acontecer. Todos os momentos são de aprendizado para a evolução do nosso Eu espiritual. Ela descobriu que provações e ganhos estão entrelaçados, completando-se um ao outro, de forma a doar as suas cores e sabores á existência de cada ser. Aprendeu que toda Acção tem sua Reacção e que tudo o que plantamos, é colhido no seu devido tempo. Ela fornece a possibilidade da iniciação nos mistérios, mas exige uma profunda transformação, que implica em um verdadeiro renascimento.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a tirar partido das provações da vida, aprendemos a descobrir e aceitar os nossos erros e acima de tudo a aprender com eles. Temos tendência a ser bastante exigentes para connosco e para com os outros.

Quarto Minguante:
O Quarto Minguante é uma fase de enfraquecimento da lua, metade na escuridão que viaja na luz e na vida.
Nesta fase Ela representa a sinceridade, a cura, a maturidade, a abertura de caminhos…
A Deusa mostra a sua face de Curandeira. Já bem madura sente-se mais estável, ainda não é altura para descanso, mas os filhos já crescidos relembram-lhe a beleza da criação e já vislumbra a chegada de netos, de novas vidas e esperança. Já passou a sua juventude fértil e ainda é nova para ser velhinha. Ela é a calma que se aproxima. Já viu nascimentos, já conheceu a beleza, já conviveu com a morte, com as perdas e as decepções, mentiras e traições. Com a própria vivência aprendeu a curar as feridas do corpo do espírito e da alma e as feridas dos outros no caminho que é apenas seu. Reconhece os valores da existência, baseados na verdade, na honestidade, na verdade e na sinceridade. Ela abre-nos os caminhos.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a estar mais calmos, a ajudar através da palavra, a acalmar e a trazer esperança e conforto para com os outros. É o momento que nos concentramos sobre o que colhemos e as dádivas que temos tido.

Lua Balsâmica:
A Lua Balsâmica é a fase que segue ao Quarto Minguante, mais ou menos três dias antes da Lua Negra.
Nesta fase Ela representa a sabedoria, a introspecção, os mistérios da morte, a bondade, a magia, a harmonia, a paciência …
A Deusa mostra a sua face de Sábia, a anciã, a avozinha carinhosa, sempre com amor e conhecimento para partilhar. O Seu Corpo amadureceu, o seu cabelo iluminou-se de prateado e o seu rosto traz nele as marcas encantadoras que a aprendizagem da vida lhe deixou. Agora ela olha para dentro de si, numa introspecção profunda, pois ela alcançou o limiar do maior de todos os mistérios, o mistério da morte. A sábia conhece as verdades difíceis de se ouvir que aprendeu com as piores provações da vida. Conhece a responsabilidade, as acções e as Intenções. Detém o Poder da magia e sabe como utiliza-lo para o bem e para o mal, pois conhece os segredos mais antigos que partilha com o seu próximo. Define-se pelas suas escolhas e suas acções, e controla as suas alegrias ou as suas tristezas com o poder da metamorfose. Ela é a paciente que sabe ouvir.
Tal como a Deusa, nesta fase da lua tendemos a sentirmo-nos mais reservados, mais pacientes, com tendências para o recolhimento e á introspecção.

Lua Negra:
A Lua Negra é quando não há luz visível na Lua, ela encontra-se negra, profundamente negra.
Ela representa a face mais obscura da Deusa, a morte, a transformação, detentora de todos os mistérios…
A Deusa mostra a sua face de Fiandeira. Esta é a fase que deu origem a imagem da bruxa malévola, assustadora, temível em muitas lendas. Pois ela é a que detém o poder de criar, cortar e remendar as vidas, se essa for a sua vontade. Ela é a que vem buscar os seus filhos na hora que ela lhes predestinou. Agora conhece todos os segredos e mistérios. Tudo o que a Criança, a Guerreira, a Amante e a Sacerdotisa sabem ela aprendeu. Ela provou o poder da concepção e do amor incondicional ao ser Mãe. Como Iniciadora de seus próprios filhos, aprendeu que a vida é a melhor escola de Aprendizagem constante. Vivênciou o poder da Curandeira ajudando os próximos e desempenhou o poder da Sábia anciã. Conselheira paciente e então descobriu os mistérios da morte. Agora juntou todos esses conhecimentos e experiências e transformou-as numa espiral mágica circular detentora de todos os mistérios. Na sua complexidade e na sua simplicidade, Ela é a morte no coração da vida, a escuridão do anoitecer, a noite antes do amanhecer, Ela é o Tudo.
Esta é a face mais complexa da deusa o Inicio e o Fim, e nesta época geralmente é quando vamos ao mais profundo de nosso ser é quando na maior escuridão surge a luz da esperança do recomeço do ciclo eterno.

Adaptado de: http://acasadafloresta.spaces.live.com

Astarte


(Astarte)

Astarte (grego Αστάρτη) (hebraico עשתרת) - personagem do panteão fenício e na tradição biblico-hebraica conhecida como deusa dos Sidónios (I Reis 11:2) . Era a mais importante deusa dos fenícios. Filha de Baal e irmã de Camos. Deusa da lua, da fertilidade, da sexualidade e da guerra, adorada principalmente em Sidom, Tiro e Biblos.
Também conhecida como: Asterate / Asterath / Astorate / Asterote / Astarte / Asera / Baalat.

Ritualismo
Os seus rituais eram múltiplos, passando por ofertas corporais de teor sexual, libações, e também a adoração das suas imagens ou ídolos. O seu principal culto ocorria no equinócio da primavera e era altura de grandes celebrações à fertilidade e sexualidade. O sexualismo e erotismo ligados ao seu culto faziam dela uma deusa muito adorada entre os povos da altura, exatamente pelo seu teor. Talvez seja este o motivo que levou o rei Salomão a adorar esta deusa (1 Reis 11:5), contrariando o seu Deus.

Relacionamentos
Em Sidom o culto era dividido principalmente entre dois deuses Eshmund e Asterate (Astarte).
Astarte era esposa do deus Tamuz que vem referenciado na biblia em Ezequiel 8:14 e filha de Baal e irmã gémea de Camoesh (ou Camos)


(Baal e Astarte)

Locais de Culto
Um dos seus templos principais encontrava-se na terra dos filisteus - em Ekron (I Samuel 31:10).


(Ekron)

Referência histórica
Esta divindade bíblica é uma herança mitologica da história dos povos da suméria (biblica sinear) e dos acádios (Genesis 10:10), onde Asterate era chamada de Ishtar ou Inanna. Mais tarde para os gregos esta divindade foi chamada de Afrodite e Hera, enquanto que para os egípcios era recordada como Isis ou, como outros defendem, Hator.


(Isis)

Esta apareceu pela primeira vez nesta mitologia depois da 18º dinastia, no relato da batalha entre Horus e Seth em que a sua identidade poderia ser equiparada com Anat.
Segundo a mitologia suméria e acádia Ishtar (Asterate) era irmã de Shamash, ao qual a bíblia se refere como Camoesh, Camos ou Quemós. Em mais que um versículo na bíblia estes dois nomes aparecem juntos. (I Reis 11:36) (II Reis 23:13);
O Nome Asterate também aparece associado a Baal em (Juízes 2:13) (Juízes 2:13) (I Reis 18:19). Baal para os sumérios seria o deus Nana, ou Sin para os Acádios, que também era pai de Ishtar/Inanna. Em Biblos, Astarte era conhecida como Baalate (forma feminina para Baal).

Outras referências
A deusa Astarte foi a mais importante das numerosas divindades fenícias e a única que permaneceu inamovível na sua rica mitologia, apesar das profundas e contínuas mudanças no culto que resultaram de diversas influências oriundas de toda a área do Mediterrâneo, recebidas por este povo de navegantes. A deusa era uma representação das forças da fecundidade e, como tal, foi adorada sob variadíssimos aspectos. Todos eles tinham de comum a imagem de uma deusa amorosa, bela, fecunda e maternal. Chamaram-lhe Kubaba-Cibeles na Síria do Norte. Esta e as restantes divindades fenícias eram adoradas em santuários, mas o seu culto não carecia de esculturas religiosas, pelo que, muitas vezes, elas faltavam nos templos. A sua sede era uma simples pedra ou pilone no centro do lugar sagrado. A proteção divina na vida doméstica era invocada em estatuetas de material tosco, inacabadas, ou em amuletos de inspiração egípcia, como por exemplo o célebre escaravelho solar das pinturas faraônicas.

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